Preconceito Linguístico
Enviada em 16/10/2018
O filósofo Nietszhe defendia que “o homem é, antes de tudo, um animal que julga”. Tal pensamento faz o entendimento do termo preconceito linguístico, já que, aqueles que falam a linguagem da gramática julgam como incorreto todas as variações da língua. A falha educacional e a desigualdade social explicam a ocorrência desse tema.
À priori, deve se analisar a falha educacional. Isto é, a má formação de professores e, por consequência, o precário ensinamento dos mesmos. Nesse contexto, o educador de linguagem foi ensinado a classificar a língua gramatical como única correta e única que deve ser perpetuada, fazendo com que as variantes sejam desconsideradas e encaixadas apenas como gírias. Com isso, ao lecionar tal tema para crianças e adolescentes, cria-se a mentalidade de que a língua não varia e aquilo que desvia do padrão é incorreto. Assim, a falha educacional na formação do professor e do aluno alimenta o preconceito linguístico por gerações.
Outro ponto a ser analisado é a desigualdade social. Este fenômeno é oriundo da má distribuição de renda em que os ricos lucram mais e os pobres permanecem na miséria. O sociólogo Karl Marx defendia a existência de uma classe dominante (burguesia) e a classe dominada (proletariado). Nessa ótica, a burguesia tende a se sentir superior em todos os fatores, dentre eles, a linguagem, por isso, considera sua forma de falar como única certa e aceita, o que põe em julgamento toda a diversidade e modos de falar. Dessa forma, o preconceito linguístico é oriundo, também, da dominância de uma classe sob a outra gerada pela desigualdade social.
Portanto, o preconceito linguístico é presente na sociedade e tende a ser perpetuado. Para que seja amenizado, é necessário que o Governo Federal invista no curso de letras incluindo aulas sobre pluralidade linguística para que o professor possa ensinar corretamente todas as formas da língua para que os alunos conheçam e respeitem-a. Ademais, a mídia deve criar propagandas que estimulem a aceitação das diversas variantes para que não haja mais casos de intolerância com as mesmas.