Preconceito Linguístico

Enviada em 24/10/2018

O preconceito linguístico não é uma invenção do século XXI, está presente desde a colonização do Brasil, quando os portugueses chegaram às terras nacionais. Esse preconceito ocorre porque alguns indivíduos se sentem superior a outros pelo fato de falar de acordo com a norma culta padrão, não considerando as variantes da língua. É necessário o combate para manutenção da ética, liberdade individual e cidadania.

No final do século XV e início do XVI, era vivenciado no país o processo de colonização. Durante esse março histórico, os portugueses, por se sentirem superiores, classificaram a língua nativa dos indígenas que ali viviam como errada e não usual. A partir desse momento, foi iniciado o processo de criação de um novo idioma: A língua geral. Esse dialeto foi uma mistura do tipo dos indígenas, com a língua africana e resquícios do linguajar europeu.

A questão está longe de ser resolvida. Pessoas, em sua maioria as de classe baixa, sofrem todos os dias com o assédio linguístico. O topo de preconceito em questão não se manifesta apenas em correções da fala do outro, mas também por pequenas atitudes, como risadas, por exemplo, que podem vir a intimidar ou envergonhar outro indivíduo. Ademais, o preconceito linguístico não conta com punições, dando liberdade a proliferação da prática.

Pela observação dos aspectos analisados, é notória a necessidade de providências para dar fim a problemática. As escolas deverão trabalhar, para além das aulas, com palestras que tratem sobre as variantes da língua, desmistificando o uso exacerbado da gramática normativa. Além disso, os veículos midiáticos deverão trabalhar, de modo que não criem esteriótipos, a presença de pessoas com diferentes variações da língua. Por fim, poderá ser prevista a confecção e distribuição de panfletos contendo a história de formação da língua portuguesa, para que entendam a variação como algo derivado dessa mistura de culturas. Dessa forma, teremos uma sociedade mais acessível e confortável para todos.