Preconceito Linguístico

Enviada em 24/10/2018

O preconceito línguistico de fato existe no Brasil e isto se deve a tentativa de homogeneizar a língua portuguesa uma vez que uma variante é colocada em prestígio e as outras são estigmatizadas abrindo espaço para que o “certo e errado” entre em discussão sem atentar para os contextos comunicativos no qual se apresenta de maneira diversificada e por isso não deve ser subjugada.

Na Península Itálica a língua falada era latim clássico usado pelas classes mais afastadas do império romano, no entanto quando a igreja católica iniciou o processo de expansão territorial os soldados romanos utilizavam o latim vulgar que era característico da população mais pobre dando origem as línguas neolatinas como o português, o francês, o catalão e etc. Logo se formos pensar a língua portuguesa do Atlântico para cá percebe-se que ela sofreu diversas modificações de acordo com o tempo e o contexto mas que por ter uma necessidade de uma gramática algumas pessoas a ultilizam como objeto para fazer bullying com indivíduos de outras regiões.

Podemos perceber a diversidade linguísticas ao lermos textos do modernismo, gibs como o da turma da Mônica no qual o Cascão apresenta um sotaque do interior mas que por diversas vezes a leitura mostra a tentativa de impor uma gramática normativa à ele pela própria professora o que não deixa de ser diferente em ambientes escolares no Brasil. Além disso, os personagens das novelas brasileiras pouco trabalham com caracterização regional no qual aborde as diferentes formas de se falar o português, assim como os jornais em que os repórteres por mais que sejam da mesma imprensa eles pouco dão reportagem para uma que fique em outro estado .

A língua falada não pode ser abordada em escrita e tão pouco desvalorizada diante do cenário pluralista do País que nos permite trata-la como um elástico que toma forma e é viva por isso tem suas variações e o primeiro passo para combater o preconceito línguistico é respeitando as exterioridade de cada um que significa a sua bagagem cultural não cedendo espaço para soberania de nenhum dialeto que atue ao que é oposto a integração