Preconceito Linguístico
Enviada em 18/10/2018
O preconceito linguístico está aumentando gradativamente, e, para Marcos Bagno, autor do livro Preconceito Linguístico, atribui que a origem deste é a confusão criada entre língua e gramática normativa. Contudo, pessoas que sofrem esse tipo de intolerância são de diferentes regiões e classes sociais. Os lugares que mais sofrem essa hostilidade são os ambientes escolares e a televisão, principalmente as novelas.
É importante lembrar que, no âmbito escolar prioriza-se a norma padrão da língua, sendo considerada errada qualquer outra exibição fora desse paradigma, tornando-se exclusiva, deixando para trás as mais de duzentas variações linguísticas que existem no Brasil. Com isso, o aluno ao comparar sua maneira de falar com o que é aprendido na escola, ele passa a pensar que sua forma linguística é errada, totalmente diferente, gerando a sensação de não pertencer a este ambiente acadêmico.
A mídia, também é uma grande divulgadora de rejeição contra certas formas de falar, principalmente por meio de novelas. A sociedade tende a incorporar e acatar em sua vida cotidiana estruturas impostas à sua realidade. Além disso, os personagens nordestinos, como por exemplo, são representados com o sotaque cujo objetivo é fazer o telespectador rir, e como um ser atrasado, diferentemente do mundo real, que mostra suas qualidades e costumes divergentes.
Fica claro que, preconceito linguístico é um problema que persiste no Brasil, mas precisa ser combatido. Para isso, as escolas e principalmente os professores, precisam criar projetos pedagógicos, para ensinar os alunos que as variações linguísticas são muito importantes para a cultura do país e devem ser valorizadas, fazendo com que os alunos sintam que seu modo de falar não é errado. Além disso, é dever das emissoras de televisão criar novelas com o enredo de personagens realísticos, retratando estes como cidadãos que merecem respeito. Apenas dessa maneira o preconceito linguístico será combatido na sociedade brasileira.