Preconceito Linguístico
Enviada em 15/10/2018
A língua é um dos principais alicerces para a vida em sociedade, já que é a responsável pela comunicação e interação entre os indivíduos. Todavia, essa pode ser usada também como instrumento de segregação social. Nesse sentido, faz-se necessário avaliar como a herança cultural do português erudito e a negligencia das instituições de ensino para tratar sobre o tema corroboram para essa conjuntura.
Convém ressaltar, a princípio, que o português é uma língua viva. Isso decorre porque, ela está sujeito a constantes transformações dependendo do contexto histórico, regional e social, além de outros elementos, que tem como principal agente de mudança o próprio falante.Ademais, o estigma cultural na sociedade desde o Brasil Colônia o qual enxerga erroneamente a erudição como o único meio correto da língua, faz com que as variantes da língua sejam tratadas com desdém, gerando preconceito contra os indivíduos que não detém de uma escolaridade adequada.
Além disso, evidencia-se, ainda, que a negligência das escolas para tratar sobre o tema é um dos principais responsáveis para manutenção dos preconceitos existentes. Segundo o sociólogo, Max Weber, as instituições sociais estão diretamente vinculadas aos valores e princípios do coletivo. nesse sentido, quando as escolas, por exemplo, não tratam de temas relevantes como o preconceito linguístico, concede margem para que essa prática perpetue-se na sociedade gerando indivíduos preconceituosos com o próprio idioma e seus falantes.
Portanto, a valorização da língua é a chave para resolução dessa conjuntura. Cabe ao Ministério da Educação, com apoio da mídia, por meio de verbas públicas, efetivar campanhas nas escolas público/privadas e redes sociais com palestras, discussões e abordagens inteligentes sobre o tema - recorrentemente- por professores e especialistas. Desse modo, os estigmas serão quebrados e a língua poderá ter a valoração que merece.