Preconceito Linguístico

Enviada em 16/10/2018

Têm sido recorrente, nos mais variados espaços sociais, os debates sobre o preconceito linguístico na atual sociedade brasileira. Nesse sentido, é válido observar a insistência desse problema e o quão anti-democrático ele é. Por isso, é imprescindível analisar suas causas a fim de atenuar ou extinguir seus efeitos.

Antes de tudo, assim, verifica-se que uma das principais causas desse contexto é a equívoca correlação entre falar corretamente e obedecer as regras da língua portuguesa. Isso pois, as novelas, filmes e, infelizmente, as escolas inserem nas pessoas a ideia de que se expressar com base nas regras é o correto. Entretanto, o objetivo da fala é a comunicação e, se ela for atingida, não há erro por conseguinte.

Ademais, as consequências desse desrespeito se manifestam numa barreira cultural ao repelir as diferentes formas de manifestação em um país tão plural como o Brasil. Assim como disse Clement Atllee, ex-primeiro-ministro da Inglaterra, “A democracia não é apenas a lei da maioria, é a lei da maioria respeitando o direito das minorias”. Logo, a população deve aprender a aceitar o diferente com vistas a promover a igualdade.

Visto o quadro supracitado, é dever da escola como instituição social transformadora; como dito por Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”; reverter a situação. Em outros termos, as instituições de ensino podem conscientizar os cidadãos por meio de conteúdos focados nas diferentes formas que o brasileiro (nordestinos, sulistas e demais regiões) usa para se expressar além de projetos socioculturais que promovam uma sociedade mais unida.

Visto o exposto, pode ser depreendido que o preconceito linguístico é presente na atual sociedade brasileira e resiste em suas facetas anti-democráticas. Desse modo, diagnosticar as raízes desse panorâma com o objetivo de abrandar ou cessar seus desdobramentos é necessário para a construção de uma sociedade mais justa.