Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2018
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organizações das Nações Unidas), é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, o direito a proteção contra qualquer discriminação, que se é assegurado no artigo 7. Contudo, o cenário visto pela diversidade linguística impede que isso aconteça na prática, devido, não só a regionalização do Brasil como também a fatores socioeconômicos. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.
Deve-se pontuar, de início, que a regionalização do país está entre as causas dessa problemática. Devido a influências de povos europeus, africanos, asiáticos e índios na colonização do Brasil, têm vasta diversidade cultural o que afeta o meio linguístico.
Cabe salientar, outrossim, que os fatores sociais e econômicos influenciam diretamente no dialeto da população. Tendo em vista que a base da sociedade são indivíduos de baixa renda, se torna mais comum ver variações no idioma. No poema, Vício na fala, de Oswald de Andrade, ele cita “para dizerem milho dizem mio” e alguns outros exemplos que provam que o quadro socioeconômico da maior parte da população interfere no linguajar.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe as instituições de ensino junto à comunidade escolar, por meio de uma semana da variação linguística, a fim da desconstrução do conceito de certo e errado e mostrar os diferentes jeitos da fala nos vários estados brasileiros, abrindo para debates sobre o tema com os alunos e indivíduos da comunidade local. E também, cabe ao Ministério da Educação junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por meio de vídeos nas redes sociais e televisão, divulgar as diversas falas pelo Brasil, na perspectiva de orientar a sociedade que não se deve discriminar o outro pelo modo no qual ele dialoga.