Preconceito Linguístico
Enviada em 11/10/2018
Oswald de Andrade, poeta modernista, em seu poema “Vício na fala”, expõe a diversidade da Língua Portuguesa. Na vida real, muitos brasileiros são discriminados e excluídos socialmente pelo seu modo diversificado de falar. Por certo, as raízes do problema encontram-se no preconceito social e na deficitária educação brasileira.
Nesse viés, com o advento dos portugueses à colônia, foi imposto aos indígenas a Língua Portuguesa que, com imigrantes vindos de países como a Itália, Holanda e África, por exemplo, tornou-se diferente em cada parte do Brasil, isto é, trouxe para determinadas regiões do país, o sotaque ou dialetos característicos de cada língua. Diante disso, pessoas são discriminadas pela forma de se expressar, seja na escrita ou na fala, demonstrando uma face do preconceito social existente na sociedade.
Além disso, segundo a Constituição Federal de 1988, todo brasileiro tem direito a educação, porém essa ordem não condiz com a realidade. Haja vista que o descaso governamental quanto à educação brasileira prejudica, na grande maioria, a população de classe baixa e, a partir daí, essa seja negligenciada por uma minoria culta da comunidade, ou seja, é vista como uma ferramenta de exclusão entre as classes sociais.
Sendo assim, faz-se necessária a adoção de medidas capazes de emancipar a problemática em questão. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão de maior autoridade educacional, implementar nas escolas, através de palestras e peças teatrais, a discussão à respeito das variações linguísticas da Língua Portuguesa, a fim de suavizar a discriminação entre falantes. Ademais, o Governo Federal, órgão de supremacia nacional, deve atender as necessidades das escolas, financiar a inserção de professores de Linguagem, divulgar na mídia projetos educacionais em parcerias com professores, com o intuito de mostrar a flexibilização da língua em todo território brasileiro. Somente assim, seria possível mostrar, sem medo, a diversidade descrita no poema do modernista.