Preconceito Linguístico

Enviada em 13/10/2018

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”.Este trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade se encaixa bem quando é analisada a questão do preconceito linguístico.Mostrando, de maneira análoga que a problemática está ligada a realidade do país, seja pela questão das leis e sua eficiência, seja pelo preconceito enraizado na população.

Por este prisma, é incontestável que o quesito constitucional e a sua aplicabilidade estejam entre as causas do problema. Isso se mostra quando se observa a falta de leis eficazes no combate a esse tipo de violência.O Filósofo Aristóteles sustentava a ideia de  que a política devia ser usada para alcançar o equilíbrio na sociedade, porém essa harmonia é quebrada quando não há medidas que previnam e combatam o preconceito linguístico.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a discriminação em relação às variantes linguísticas. A exemplo disso tem-se as agressões verbais, física e psicológicas por parte daqueles que não compreendem e desrespeitam a variedade e riqueza da língua, que se mostra de diferentes formas nos mais diversas regiões do Brasil.

Portanto, se faz necessário que essa problemática, a qual parece indelével da história brasileira, seja solucionada. Para tal, é importante que o poder legislativo,através da câmara de Deputados e o Senado Federal,criem e reformulem leis para o combate a esse tipo de hostilidade.Para complementar essa luta, é imprescindível que o Ministério da Educação faça campanhas para conscientizar a população da pluralidade da língua para que assim possa resolver o problema logo no início, pois como afirmava o historiador Maquiavel: “Preconceitos tem mais raízes do que os princípios.”