Preconceito Linguístico
Enviada em 11/10/2018
É evidente a relevância do preconceito linguístico na atualidade, ocasionando inúmeras prerrogativas negativas a respeito, dentre elas até mesmo ferimento de o direitos Constitucionais. Tal realidade se evidencia não só pelo uso da língua como ferramenta de distinção social, mas também, pelo influenciamento da mídia ao retratar o modo de falar de povos de determinadas regiões em seus programas de televisão, sempre reverenciando como um modo grotesco, rústico ou atrasado. Atualmente, a discussão entre o falar certo e o falar errado ganhou enorme dimensão, maximizando o crescimento exacerbado do preconceito linguístico. O julgamento de determinadas regiões ou grupos pelo seu modo de falar é um empecilho de alta relevância, ocasionando acontecimentos como, exclusão social e afirmações que determinadas regiões ou classes sociais são inferiores as demais pelo seu modo de “fala” adotado. Assim, alimentando uma injustiça expressiva com o idioma brasileiro, pois, por essa língua ser detentora de inúmeras variações linguísticas, mutável e passiva de constantes alterações, um modo específico de fala, não deveria ser taxado como errado e consequentemente injustiçado.
Ademais, a colaboração da mídia para a problemática é outro fator. Em diversos programas de TV aberta, diretores de novelas e filmes usam os “sotaques” de determinadas localidades para referenciar um modo grotesco, rústico ou até humorístico. Entretanto, a utilização desses artifícios para o embasamento de peças teatrais se torna altamente preconceituoso. Em consequência desses, está o ferimento de direitos constituintes, no qual é expresso nos Direitos Humanos o direito de se expressar livremente em sua própria língua mesmo que está não seja o idioma oficial de seu país ou em sua variedade linguística, ainda que seja uma variedade não padrão.
Portanto, analisando o uso da língua como ferramenta de distinção social e a influência da mídia na problemática, percebe-se a influência desses no cumprimento com os direitos constitucionais, tornando-se necessário medidas para amenizar o problema. Sendo primordial o trabalho em conjunto do Ministério da Educação juntamente das Escolas e da Mídia. Por parte do Ministério da Educação junto as Escolas, promover seminários evidenciando as inúmeras variações linguísticas efetivas no país, e por parte da Mídia ter maior senso de crítica e visão de mundo se conscientizando de determinadas ações, pois, parafraseando com Bonald Lois, uma sociedade sem preconceitos faz um mundo sem escrúpulos.