Preconceito Linguístico
Enviada em 13/10/2018
Uma discussão marca a sociedade há anos, bipolarizando as opiniões dos brasileiros: biscoito ou bolacha? Quem promove esse debate esquece que depende do lugar aonde se diz, pois, em um país com grande diversidade cultural, a maneira de como se dizer algo pode variar sem mudar sem variar a raiz da palavra, não tendo um jeito como certo ou errado, pois a diferença é o que caracteriza o Brasil.
No país impera um problema relacionado à essa característica da língua: Uma elite querer impor uma norma padrão na fala. Desde o século XIX, os parnasianos criticavam toda a forma de linguística que não era erudita, o que foi amplamente combatido pelos modernistas, porém, mesmo depois de 200 anos, ainda dá resquícios de uma cultura parnasiana, que quer impor um modo de falar ao brasileiro e negligenciar a multifacetada da língua portuguesa.
Por conseguinte, ocorre uma segregação linguística daqueles que falam “errado”. Muitos sofrem bullying por não usar expressões que estão de acordo com a norma culta. Um exemplo, é o caso que ocorreu em 2017, em que uma mulher foi corrigida em sua receita médica por ter falado errado, como se não bastasse o médico ridicularizou a paciente em sua rede social. Esse é um dos muitos casos que precisa ser combatido no Brasil, pois negar a divergência do linguajar é negar a identidade brasileira.
Em vista disso, é imprescindível que o Ministério da cultura assuma sua responsabilidade diante desse impasse, promovendo a conscientização da importância das diversidades linguísticas no Brasil apropriando-se da mídia como veículo dessa resolução, por meio de campanhas publicitárias nas redes sociais, como facebook e youtube, com vídeos que promovam a diversificação no modo de falar das regiões brasileiras e tenham como resultado a descriminalização delas. Para que assim, a aversão ao caráter diversificado da língua será superado coma valorização das línguas brasileiras, criando um país com a democratização no modo de falar.