Preconceito Linguístico
Enviada em 01/11/2018
O personagem do gibi “Turma da Mônica”, Chico Bento, já foi vítima de piadas preconceituosas realizadas pelos principais personagem da turma, pelo seu modo diferenciado de falar. No entanto, fora das páginas dos quadrinhos a realidade não é outra, uma vez que percebe-se cada vez mais comum, pessoas sendo discriminadas pela sua forma de falar, ferindo diretamente a seu direito de comunicação.
Em primeira análise, cabe ressaltar que o Brasil é um país extremamente grande, em decorrência disso, a forma de se falar ganhou variações específicas em cada região. Ademais, situações de Rotacismo ou Lambdacismo , fenômeno que ocorre com o Cebolinha da Turma da Mônica, no qual ocorre a troca do “R” pelo “L” são frequentes. Desse modo, não há dúvidas que tais manifestações são comuns, mesmo assim, muitos indivíduos, principalmente no ambiente escolar, lugar no qual se aprende a respeitar as diferenças, são vítimas de “bullying”.
Além do mais, de acordo com o escritor Marcos Bagno, em seu livro “Preconceito Linguístico”, não existe essa ideia de falar certo ou errado. Entretanto, como no ambiente escolar existe uma supremacia da gramática normativa, acaba-se impondo a mesma como forma correta de escrever e falar. Por causa disso, as pessoas com baixo grau de escolaridade, por não conhecer-lá, são cotadas como inferiores. Comprova-se isso, quando foi noticiado pelas grandes mídias, um médico que ridicularizava o modo de falar da sua paciente.
Portanto, se faz necessária medidas para resolução da questão do preconceito linguístico no país. Segundo o escritor Oscar Wilder: “O primeiro passo é sempre mais importante.”. Dessa forma, as escolas, principais formadoras de opiniões, juntamente a professores de português, devem realizar rodas de conversas com os alunos, para que eles possam conhecer as mais diversas formas de variação da língua, de modo que seja rompido esse pensamento de que existe uma forma correta de falar, para que com isso, seja rompido o preconceito.