Preconceito Linguístico
Enviada em 10/10/2018
Diante de um vasto território como o brasileiro, a variação linguística é natural e inevitável, trazendo não apenas a forma padrão e não-padrão da língua, como também diferenças regionais. Todavia o preconceito linguístico é presente na sociedade, a qual, por muitas vezes, não se percebe como intolerante. Isso se evidencia pela dificuldade de alguns indivíduos em lidar com as diferenças e o sentimento de superioridade de outros.
Inicialmente, é notório a cultura preconceituosa nacional a qual não é diferente no que diz respeito às variantes do português. Segundo uma pesquisa realizada a pedido Inep, 999,3% da população possui algum tipo de discriminação. Nesse sentido, confirma-se a ignorância disseminada por pessoas de mesma nacionalidade pelo simples fato de existirem pequenas diferenças linguísticas, mesmo que essas não tragam, demasiadamente, prejuízo ao entendimento na comunicação.
Além disso, verifica-se, no Brasil, uma má distribuição de renda entre os habitantes, promovendo, consequentemente, grandes diferenças sociais. Dessa maneira, há diferenciações na linguagem usada entre pessoas de diferentes classes, levando aos mais favorecidos um sentimento de superioridade que provoca discursos de ódio referentes às variações linguísticas de cidades mais pobres ou do interior, por exemplo. Segundo Sócrates, os indivíduos não agem com ética quando não refletem sobre seus atos. Nesse contexto, o capital retira a reflexão do indivíduo e, por conseguinte, sua ética.
Portanto, diante das causas do preconceito linguístico, comprova-se a não percepção de ações discriminantes, necessitando-se evidenciá-las. Por isso, o Ministério da Educação e Cultura(MEC) deve, por meio da mídia, promover campanhas contra a intolerância no Brasil, entre elas a linguística, conscientizando a população acerca do constrangimento e depreciação causada aos indivíduos, sobretudo os de grupos e regiões menos favorecidas economicamente. Assim, torna-se explícito para os cidadãos o valor de cada forma de se expressar e promove-se a cultura do respeito às diferenças linguísticas da nação.