Preconceito Linguístico

Enviada em 09/10/2018

Desde a colonização, até antes da industrialização, as regiões que constituem o Brasil possuíam pouca integração. Tantos séculos sem haver trocas culturais possibilitaram a criação de grandes diferenças entre os estados. Atualmente, apesar de ser um país com grande diversidade cultural, o preconceito linguístico com as variações da língua portuguesa persiste, criando barreiras entre os próprios brasileiros.

Apesar da língua portuguesa ser a língua oficial do Brasil, esta não possui uma forma fixa. Toda língua vive um estado de constante transformação, e os seus falantes adaptam-se a ela de diferentes formas. Logo, em um país com uma cultura e um povo tão heterogêneo, seria impossível impor apenas a forma aceita como correta do português. Portanto, é preciso aceitar que não existe uma forma correta de utilizar a linguagem.

É preciso considerar, também, que o meio no qual o indivíduo está inserido influencia no seu modo de falar. Como no conto Rolézin, de Geovani Martins, que mostra o cotidiano de moradores da favela, que se comunicam através de uma linguagem excessivamente informal e com diversas gírias. No conto, as pessoas inseridas nesse cotidiano possuem familiaridade com essa variação social, que não é vista como errada. Essa perspectiva precisa ser ampliada para o cotidiano de todos, evitando que essas pessoas sofram preconceito linguístico.

Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de mudanças no atual cenário. O Ministério da Educação deve atuar nas escolas, promovendo o ensino das variações linguísticas que a língua portuguesa possui, através de palestras escolares. Assim, desde cedo as pessoas terão contato com a diversidade linguística do Brasil, perdendo um preconceito tão enraizado na sociedade.