Preconceito Linguístico
Enviada em 09/10/2018
O professor e linguista Marcos Bagno é autor de uma obra referência ‘‘preconceito linguístico: o que é, como se faz’’ nessa obra ele fala da reflexão sobre língua e gramática normativa, a gramática normativa nada mais é que um recorte da língua, mas como as pessoas colocam a gramática normativa como o correto, acaba apresentando uma discriminação acerca das outras expressões linguísticas. Nós observamos esse fenômeno diariamente, o modo como nós falamos a língua oral e completamente diferente da língua escrita, independente de qualquer pessoa. Ramificam-se do problema, a partir disso, causas centrais, como o modelo pedagógico utilizado nas escolas e o preconceito linguístico social.
Em primeiro lugar a educação nas escolas é um dos principais pontos a ser discutidos. Segundo o linguista Marcos Bagno, a língua é algo vivo em constante processo de evolução. “O português deve ser ensinado da mesma forma que se ensina física ou biologia. Os professores sabem que muito do que eles dizem hoje pode ser reformulado ou negado amanhã”. O pensamento do autor critica o ensino de algumas normas consideradas por ele já obsoletas, como o caso dos professores escolares que se apegam mais as regras dos métodos gramaticais e esquecem o mais importante que é a missão de ajudar os alunos a desenvolver sua capacidade de expressão e reflexão. Por consequência a educação nas escolas acaba criando varias barreiras pelo método educacional ensinado atualmente.
Em adição a isso, o preconceito linguístico social identifica-se como outro agente marcante da problemática. “A discriminação com base no modo de falar dos indivíduos é encarada com muita naturalidade na sociedade brasileira. Os “erros” de português cometidos por analfabetos, semianalfabetos, pobres e excluídos são criticados pela elite, que “disputa” quem sabe mais a nossa língua’’ essa é uma das constatações de Carlos Bagno na sua obra. A teoria pode afirmar que o preconceito linguístico e também uma face do preconceito social, aonde quem não faz o uso da norma culta da língua, acaba sendo exposto aos julgamentos daqueles que acreditam que essa norma acaba definindo quem tem capacidades, inteligências e cultura. Consequentemente o preconceito na língua faz com que os indivíduos se sintam intimidados com a possibilidade de cometer erros.
Com o intuito de amenizar esses problemas, algumas atitudes devem ser tomadas. É papel das escolas realizar ações educativas sobre o preconceito linguístico, por intermédio de palestras e grupos de discussões sobre a grande variedade linguística. Ademais os cidadãos como base do nosso Brasil, podem realizar divulgações de campanhas mostrando as diferentes culturas e seus sotaques, por meio da ajuda dos familiares, a fim de que com essas melhorias o preconceito linguístico se acabe aos poucos.