Preconceito Linguístico

Enviada em 09/10/2018

Segundo Biderman,dicionarista brasileira,a língua é responsável por transmitir a herança cultural de um povo que carrega aspectos de vida,das crenças e dos valores de uma sociedade.Entretanto,apesar da variação linguística mostrar quão rica é a cultura brasileira, o preconceito linguístico persiste.Nesse contexto,deve-se analisar como o modelo pedagógico utilizado nas escolas e o preconceito social influenciam na problemática.

Em primeiro plano,é preciso entender como método de ensino das escolas fortalece a manutenção do preconceito contra à língua.De acordo com Viviane Mosé,filósofa brasileira,é necessário produzir uma educação viva e contemporânea,pois são as variedades linguísticas que tornam a língua viva. Porém, as escolas ensinam que só existe uma língua correta e, qualquer outra maneira é considerado errada.Desse modo, algumas pessoas sentem-se superiores por saber o certo e, quem não sabe, seja por fatores como baixa escolaridade ou baixo prestígio social, é reprimido.     Atrelado a isso, nota-se, ainda, que o preconceito linguístico é uma face do preconceito social. Isso porque, segundo o pesquisador Marcos Bagno, o conhecimento da gramática normativa tem sido usado como um instrumento de distinção e de dominação pela população culta. Sendo assim, algumas pessoas, têm usado a língua para mascarar xenofobia, racismo, entre outros preconceitos. Dessa forma, os indivíduos que sofrem com o preconceito linguístico muitas vezes adquirem problemas de sociabilidade ou mesmo distúrbios psicológicos.

Torna-se evidente, portanto, que as variações linguísticas compõem a cultura de um povo e precisam ser respeitadas. Em razão disso, Ministério da educação, em parcerias com às escolas, deve promover projetos incentivando os alunos a escreverem poemas e dissertações, com os diversos sotaques de cada região do país, para que eles possam conhecer e valorizar as variantes da língua, e assim o preconceito venha ser eliminado. Ademais, o Poder Executivo deve punir aqueles que praticarem tal preconceito, por meio de multas ou prestação de serviço comunitários. E, quem sabe assim, o preconceito linguístico deixe de ser uma realidade no Brasil