Preconceito Linguístico
Enviada em 09/10/2018
Os saberes se complementam
Segundo o filósofo brasileiro Paulo Freire, o conhecimento de todos contribui para a formação da sociedade, não existindo nenhum saber mais importante que outro. Nesse contexto, o preconceito linguístico é gerado pela ideia de que existe uma única língua correta e que essa maneira de falar é superior aos outros grupos. Isso contribui para a exclusão social dos indivíduos afetados.
Em primeira instância, cabe mencionar que a língua é dinâmica e está sujeita a inúmeras variações. A função primordial dela é a comunicação. Logo, os falantes modificam o linguajar de acordo com a necessidade de interação. Ao não reconhecer essas variações linguísticas, a língua passa a ser utilizada como meio de distinção daqueles que têm acesso à educação e consequentemente, maior poder aquisitivo daqueles que não têm. Os indivíduos que sofrem com esse preconceito podem se afastar socialmente por falar “errado”
Além disso, outro fator determinante para agravar a situação do preconceito linguístico é a desigualdade regional. No Brasil, a região Nordeste abrange a maior concentração de pessoas com até meio salário mínimo e os piores IDH´s. Por isso, os nordestinos sofrem um processo de inferiorização e exclusão. Entretanto, não se julga as pessoas pelo lugar de onde elas vêm, e sim reconhecer as suas demais virtudes.
Entende-se, portanto, que a língua é responsável por carregar a herança cultural de um povo. Dessa forma, as escolas poderiam proporcionar palestras a fim de ensinar as crianças a importância de se respeitas as diferenças e de como elas são importantes para a construção da sociedade. De forma conjunta, a mídia deveria incluir em novelas, filmes e seriados os diferentes dialetos. Todo têm dons, mas cada um os desenvolve conforme suas possibilidades