Preconceito Linguístico
Enviada em 19/10/2018
Desde a década de 40, os eixos industriais e de maior densidade demográfica foram as metrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro. Tal conjectura, atraiu diversos imigrantes das regiões que antes eram povoadas como o Nordeste, o que teve como consequência um choque de cultura principalmente nas formas de falar e agir. Ainda que as diferenças sejam asseguradas pela Constituição Federal e ratificada na história, os casos de preconceito e discriminação regional manifestam-se presentes na sociedade.
O preconceito linguístico é visto como preconceito social que distingue até mesmo classes sociais. O filósofo Zygmunt Bauman em sua teoria da modernidade líquida, explica que as relações sociais e os costumes estão em constantes mudanças. Sob tal ótica, é intrínseco entender que toda a população está sujeita a alterações, cada vez mais bruscas, em um mundo globalizado e isso não é diferente da maneira de expressar-se.
A história cultural e musical do Brasil sofreu e, ainda martiriza-se em diversas transformações que ficam sujeitas a uma pluralidade de interpretações. Logo depois da grande industrialização econômica no Brasil, o músico Raul Seixas surgiu e compôs a famigerada “Metamorfose Ambulante” nos anos de 1970. A música ficou reconhecida pelo refrão “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo’’. Tal frase musical destacou a realidade do momento vivido e pode ser resgatado para os dias atuais, que em muitos casos é visto uma intransigência enorme com as minorias e diferenças.
Nessa perspectiva, evidencia-se a efetiva necessidade de maior conhecimento cultural mas, para isso, maior engajamento na educação. Por isso, cabe ao Ministério da Educação aplicar ações sociais que unam os melhores alunos dos colégios estaduais, por meio de eventos comemorativos ou aulões que visem revisão para vestibulares e exames nacionais. Palestras de grandes sociólogos atuais para explicar as rápidas mudanças sociais. Desse modo, o preconceito ficará no eixo do passado.