Preconceito Linguístico
Enviada em 09/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas, ONU, em 1948, assegura a todos os indivíduos o direito à liberdade de expressão e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, quando se observa a questão do preconceito linguístico, verifica-se que esse direito universal é constatado na teoria e não necessariamente na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados a fim de obter como resultado uma sociedade integrada.
De acordo com o filósofo Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve servir como um meio de alcançar o equilíbrio na socieda. Contudo, a postura governamental diante do caso tem sido pouco efetiva, uma vez que as pessoas se sentem oprimidas pelo proprio sistema público. Por exemplo, o Poder Judiciário utiliza de uma linguagem rebuscada, altamente técnica e, muitas vezes é utilizada como instrumento de coesão. Logo quem possui uma educação linguística precária encontra dificuldade na comunicação. Além disso, nas escolas, o atual currículo acadêmico dá pouca abertura para aa variação linguística, enfatizando o aprendizado de uma única forma de escrita e comunicação.
Outrossim, destaca-se a sociedade como impulsionadora do problema. De acordo com Marcos Bagno, linguísta brasileiro, a linguagem é udada pela sociedade como instrumento de controle e que para se ter uma sociedade tolerante é necessário respeitar as diversidades linguísticas. Diante de tal contexto, é notório casos de deboches por causa da forma das pessoas se comunicarem na sociedade. Porquanto, um médico vira notícia nos jornais, no ano de 2016, por ofender uma paciente que escreveu a palavra pneumonia errada, publicando o caso nas redes socias de forma irônica.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Como ja dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministerio da Educação - MEC - deve incluir ,no currículo acadêmico da educação básica, o estudo da variação linguística de forma mais enfatizada. Além disso, deve instituir palestras nas escolas, ministradas por linguístas, que abordem a questão do pluralismo da língua como algo postivo para a identidade nacional. Logo, tal atitude é necessária, a fim de que o tecido social se desprenda de certos comportamentos que não são adequados socialmente.