Preconceito Linguístico
Enviada em 08/10/2018
Segundo o filosofo italiano Nobert Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e a consideração por parte do Estado. No entanto, pode-se notar que no Brasil as vítimas do preconceito linguístico compõem um grupo altamente desfavorecido no que se refere a inclusão social. Nesse contexto, torna-se evidente a carência da conscientização das diversidades dialéticas, bem como a imposição da norma culta.
Deve-se pontuar, a princípio, que a premissa filosófica de São Tomás de Aquino, é que todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Nessa lógica, é notável que o governo como agente conscientizador não cumpre o seu papel, uma vez que não proporciona as vítimas do preconceito linguístico reconhecimento da sua diversidade dialética, o que caracteriza uma falta de respeito a esse público. É percebido através da xenofobia, a falta de conscientização da sociedade a respeito do regionalismo, de modo a causar entraves na inclusão social dessas vítimas.
Além disso, outra problemática enfrentada, acontece devido a falta de apoio por parte do estado, que deveria amparar o indivíduo afetado pelo preconceito, mas por não acontecer gera uma letargia social. Essa gênese fica evidente sobre o pensamento do filosófo Jean Jacques Rousseau, ao dizer que “O homem nasce livre, mas por toda parte se encontra acorrentado”. Assim, a imposição da normal culta produz na sociedade concepções errôneas a respeito da pluralidade linguística, que aponta uma situação objeta da não aceitação linguística.
Logo, medidas se fazem necessárias sobre o problema do preconceito linguístico. Dessa maneira é importante que o Ministério da comunicação em parceria com o Ministério da Cultura, proporcione campanhas e anúncios publicitários, mediante a implementação de mídias sociais, como TV e instagram, afim de amenizar a problemática