Preconceito Linguístico
Enviada em 09/10/2018
No processo de colonização do Brasil,houve a imposição da língua portuguesa para os diversos nativos de Pindorama. Residiam no território de Ilha Nova tribos diferentes,com inestimáveis idiomas. Hodiernamente,a essa peripécia assemelha-se a intolerância das variações linguísticas da norma culta padrão da língua portuguesa,haja vista que é o princípio da gramática normativa instruída em instituições de ensino básico. Nesse contexto,não há dúvidas de que o preconceito linguístico é um desafio no Brasil o qual ocorre,infelizmente, devido não só à hierarquia linguística, mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã de 1988 assegura a cada indivíduo á liberdade de expressão,todavia o corpo social não efetiva esse direito. Consoante Pierre Bourdieu no livro “Economia das trocas linguísticas”,explana que as formas de dominação linguística ocorre a partir do momento em que uma classe influente imponha uma língua oficial a um território,para alcançar poder político,econômico e social,logo observa-se, assim que a língua legítima possui autoridade,reconhecida por todos, em todo território nacional e apenas quem dispõe de estudo da mesma possui superioridade,limitando o direito da liberdade de expressão permanecerem no papel.
Outrossim,o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse para as alternâncias da língua portuguesa. Tristemente, a existência da discriminação contra as etnias linguísticas é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto,segundo o linguista brasileiro Marcos Bagno,não existe forma certa ou errada de se expressar,pois deve ser avaliado diversos aspectos,como, carência de escolaridade,ou até mesmo cultura. Assim,o combate ao preconceito linguístico perpassa principalmente pela práticas escolares,para que os professores se conscientizem e não sejam perpetuadores da intolerância.
Portanto,indubivitavelmente medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova, “A semana das variações linguísticas” junto de palestras e atividades lúdicas á respeito de sotaques e gírias específicas de cada região brasileira, como também ao Ministério das Comunicações promover campanhas específicas por vídeos autoexplicativos via redes sociais.Uma vez que ações culturais coletivas tem imenso poder transformador, a fim de que a comunidade escolar,e a sociedade geral por conseguinte se conscientizem. Dessa modo,a realidade do conceito de certo e errado será desconstruído e respeitado.