Preconceito Linguístico
Enviada em 08/10/2018
A tolerância como caminho para o futuro
A Constituição Federal de 1988 assegura que ninguém deverá ser submetido a nenhum tipo de preconceito. Todavia, essa afirmação não é respeitada e casos de discriminação linguística são cada vez mais recorrentes. Sendo assim, o combate a essa forma de intolerância deve ser efetivo sob o risco de haver regressão social.
Nessa conjuntura, a formação de uma prévia opinião a respeito de alguém não pode ser levada em consideração, visto que há sempre mais informações a serem analisadas. O Brasil, país de dimensões continentais, tem inúmeras variações linguísticas e algo que deveria ser visto como riqueza cultural, é tratado com desprezo e ódio pelas pessoas. Nesse viés, a criminalização dessa prática é um caminho a ser seguido com vistas a diminuição desse ato.
Além disso, existe uma diferença entre escrever e falar. A fala é algo mais coloquio e facilita o entendimento das mais diversas classes sociais. Já a escrita necessita ser mais formal, como na confecção de documentos das repartições públicas. De acordo com Aristóteles “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da sua desigualdade”. Por essa razão, a compreensão das peculiaridades na fala das diversas culturas e classes sociais precisa ser difundida e, assim, evitar-se-á essa aversão existente. Para isso, medidas profiláticas são, essencialmente, o início dessa nova construção social.
Urge, portanto, que a problemática é de cunho social, assim, o Estado, por meio da secretaria de educação, deve orientar as escolas a criarem campanhas educativas com distribuição de cartilhas que incentivem a aceitação do outro, voltadas não só para os alunos, mas também para os pais. Com o objetivo de desconstruir esse preconceito formado no âmbito social. Dessa maneira, as futuras gerações desfrutaram de uma sociedade mais justa, igualitária e tolerante.