Preconceito Linguístico
Enviada em 25/10/2018
O preconceito linguístico intensificou-se desde que, em 1789 o primeiro dicionário de língua portuguesa foi publicado, a partir desse momento, a expressão cotidiana passou a ser confundida com gramática normativa. Por conta dessa enorme confusão, diversas situações preconceituosas em relação à forma que cada indivíduo comunica-se, podem ser observadas na sociedade. Na atual conjuntura do Brasil, essa situação ainda ocorre com grande frequência, sendo assim um indicador de um problema social preocupante, que deve ser combatido à qualquer custo. Nesse sentido, urge compreender os motivos potencializadores do preconceito linguístico no Brasil, que são: a dificuldade de uma parcela da sociedade em aceitar variações e, a violação do direito de expressão.
Em primeira análise,é possível atribuir a ocorrência do preconceito linguístico a incapacidade de alguns indivíduos de entender os motivos da existência dessa variação. A construção da identidade da nação brasileira é diversificada, com a presença de muitas culturas diferentes em suas raízes, por conta disso, o povo é multicultural, logo, o modo de expressão também foi, extremamente, influenciado desde o Período Colonial. A situação apresentada acima, é representada pelo escritor e biólogo moçambicano, Mia Couto, na seguinte citação:“O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a nossa capacidade de produzir diversidade. E esse fator está sendo negado nos dias de hoje.”
Em segunda análise, o preconceito linguístico é um atentado ao direito de cada cidadão de se expressar , causando constrangimento a quem passa por tal situação. Essa violação de um direito básico do cidadão, ocorre pela falta de noção jurídica e, consequentemente, alguns indivíduos não respeitam essas diversidades. Esse contexto, extremamente, preocupante é repudiado por, Charles Evans Hughes, quando diz:“Quando perdemos o direito de ser diferentes, perdemos o privilégio de ser livres.” Uma parcela da população parece não ter noção do quão importante é a liberdade e, por consequência, as diferenças.
Portanto, diante de tudo que foi exposto, previamente, assiste ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, juntamente com a mídia, traçar um plano que combata e diminua, consideravelmente, o preconceito linguístico. Em primeiro lugar, é essencial que a Rede de Ensino seja o local no qual a variedade deve ser aceita e respeitada pelos professores, dando assim um exemplo a seus outros alunos e, também, que propagandas sobre o assunto , alterando a visão do telespectador acerca do tema, comecem a circular nas mídias. Com a tomada das ações apresentadas acima, o respeito à liberdade e a diversidade aumentariam e, o preconceito linguístico diminuiria no Brasil.