Preconceito Linguístico

Enviada em 24/10/2018

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Linguísticos entende-se por comunidade linguística toda a sociedade humana que desenvolveu uma língua comum como meio de comunicação natural. Durante o processo de colonização do território brasileiro, diferentes povos de diferentes culturas habitaram as terras e junto a elas deixaram resquícios de sotaques e dialetos. A intolerância da sociedade em reconhecer as diferentes maneiras de expressar-se e a carência do ensino de linguística no ambiente escolar são fatores que contibuem para o enraizamento do preconceito linguítico.

A ausência da tolerância por parte da sociedade em aceitar que existem diferentes variantes linguísticas, sejam elas: regionais, sociais, de escolaridade e idade, tem contribuido para a exclusão social. Segundo o linguista Marcos Bagno, não existe maneira certa ou errada de se comunicar. Logo, o brasileiro deve conscientizar-se de nossa diversidade linguística para assim, respeitar toda e qualquer forma de comunicação.

Além disso, as escolas, como uma das mais importantes instituições formadoras de cidadania têm um papel fundamental na disseminação de valores. Não há dúvidas que o ensino de variantes linguísticas durante todo o processo de formação escolar, acarretará na erradicação da problemática em questão. Ademais, de contribuir para o conhecimento de diferentes povos e culturas.

Desse modo, é possível perceber que o preconceito linguístico deve ser combatido para que haja uma melhor convivência entre os habitantes. Para isso, o Ministério da Educação deve, em parceria com as Escolas, elaborar palestras semanais com educadores de diferentes regiões a fim de manter estudantes e responsáveis integrados com a diversidade linguística existente no Brasil, tendo como resultado a integração das variantes não apenas no âmbito escolar, mas também no âmbito social. Assim, será possível minimizar a intolerância existente por parte da população brasileira.