Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2018
Em Consoante ao poeta, Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, revela que o preconceito linguístico não é um problema atual. Desde o século XVI, impôs uma doutrina etnocêntrica sobre a cultura indígena, afirmando valores as tradições preexistentes, demonstrando que essa vicissitude é uma realidade, de modo que, na contemporaneidade as dificuldades persistem, seja pela estereótipos arcaicos ou por razões culturais.
É discutível que a discriminação social está entre as causas do problema, tendo em vista indivíduos se sintam excluídos, prejudicando sua interação social. Nessa lógica, segundo Freud, “Psicologia das massas e análise do eu”, pessoas tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças. Assim, ressalva-se a importância de certos setores da sociedade, a exemplo de famílias e escolas, na formação cidadã dos brasileiros, para que o cenário visto pelo preconceito linguístico deixe de ferir a declaração universal dos direitos humanos e se modifique positivamente.
Igualmente destaca-se, a raiz sociocultural como mais um desafio a ser combatido. Todavia, faltam medidas por parte das autoridades competentes para que o cenário brasileiro seja alterado. Dito isso, segundo Oswald de Andrade, dissidente do movimento modernista, defende que o bom cidadão brasileiro fala para ser entendido, em seu poema “Pronominais”. No entanto, embora séculos tenham se passado, muitos indivíduos insistem no arcaísmo da superioridade do idioma, fator resultante das prenoções atuais.
Sendo assim, é necessário que o governo em parceria com o Ministério da educação, promova projetos educacionais de conscientização e capacitação cultural, por meio de anúncios publicitários e ensino básico. De forma que, possa difundir o conhecimento e garanta a importância da pluralidade e tradições variadas no país. Assim como, Oscar Wilde, “O primeiro passo é o mais importante para evolução da nação”.