Preconceito Linguístico
Enviada em 03/10/2018
A globalização representa o momento em que os processos passaram a ocorrer em escala global. Sua concretização só foi possível graças à evolução dos meios de transporte e de telecomunicações, responsáveis por permitir o fluxo de pessoas e de informações rapidamente. Nesse contexto, no Brasil, devido às diferenças entre os povos, essa interação entre os diversos tipos de linguagens e sotaques tem gerado problemas.
É importante comentar, antes de tudo, os problemas causados pela intolerância da sociedade. De acordo com o filósofo Émile Durkheim, os fatos sociais (a língua, nesse caso) são responsáveis por influenciar o indivíduo. Nesse cenário, quando uma pessoa é inserida em um lugar em que todos falam de forma diferente, a tendência é que ela mude seu comportamento devido à coerção social, responsável por oprimir minorias.
Ademas, é crucial ressaltar, também, a expansão dessa coerção por meio das redes sociais. Por causas da evolução dos meios de comunicação, a interação entre pessoas que utilizam a língua de maneira diferente pode ocorrer virtualmente, gerando diversas discussões. Nesse sentido, é válido citar os impasses nas redes sociais sobre o uso das palavras “biscoito” e “bolacha”.
Fica claro, portanto, que o preconceito linguístico existe e é um problema. Dessa forma, para resolver esses em empecilhos, cabe ao MEC (Ministério da Educação e Cultura), em parceria com os professores de linguagens das escolas públicas e privadas, promover a realização de palestras, visando conscientizar o público do meio acadêmico. Além disso, é necessário que a mídia crie anúncios, buscando informar a população sobre os diferentes tipos de linguagem.