Preconceito Linguístico
Enviada em 03/10/2018
A intolerância linguística e suas consequências não podem ser vistas,hodiernamente no Brasil,como um mero problema.Isso porque,ao observar o contexto histórico brasileiro,a colonização portuguesa desejava impor a língua oriunda de sua nação aos índios,circunstância que desvalorizava a linguagem desses indivíduos.De maneira similar,na atualidade,ocorre um agravamento dessa depreciação histórica já que sucede a prevalência de um determinado dileto em detrimento de outro no meio escolar e entre as regiões do país.Destarte,são imprescindíveis ações governamentais e escolares com o desígnio de minimizar o preconceito linguístico que permeiam no meio social.
Nessa conjuntura,é notório que o problema se agrava na modernidade,porquanto na sociedade ocorrem inúmeras discriminações linguísticas,contexto o qual resulta em uma anomia social,teoria defendida por Émile Durkheim,a qual aborda a desintegração das normas sociais.Nesse sentido,pode-se mencionar que o preconceito em relação à linguagem é agravado nas escolas,uma vez que indivíduos sofrem exclusões em virtude de possuir uma variante desprestigiada,as quais geram imbróglios de sociabilidade.Por esse viés,segundo o site Monografias,aproximadamente 30% dos alunos do 7 ano já sofreram discriminações devido o modo de falar,circunstância impulsionadora para comprometer a ascensão do país.
Outrossim,enfatiza-se a hostilidade em relação às variações linguísticas entre as regiões do país,por exemplo,existe uma superioridade dos sulistas em contraste com os nordestinos que é sustentada em razão do alto nível de analfabetismo do Nordeste.Dessa forma,essa prática acentua o preconceito com os indivíduos que não possuem conhecimentos das regras gramaticais e diminui a empatia.Nesse contexto,é mister buscar o enredo no livro ‘‘Vidas secas’‘para melhor compreensão do que foi explanado,já que o livro aborda o regionalismo sendo criticado devido ao seu caráter popular ao invés da norma culta.Dessa maneira,forma-se um contexto caótico cuja necessidade de intervenção é fulcral.
Portanto,urgem ações sinérgicas entre atores sociais a fim de minimizar o preconceito linguístico que permeia na sociedade.Para tanto,compete às Escolas realizarem aulas práticas e didáticas direcionadas às particularidades da língua existente em cada região do Brasil,por meio de parcerias com o Ministério da Educação.Nesse contexto,essa instituição,que tem grande influência sobre a sociedade,pode auxiliar promover a valorização da diversidade da língua e a empatia.Ademais,é função precípua do Governo a realização de campanhas publicitárias que contemplem as variações da fala brasileira.Nesse âmbito,essa organização,por intermédio da coparticipação com a Mídia,ampla difusora de informação,pode contribuir para desconstruir a superioridade dos dialetos e retrair a anomia social.