Preconceito Linguístico

Enviada em 13/10/2018

Segundo o filósofo prussiano Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”, refletindo de modo geral, a sociedade em sua totalidade é resultante da educação que lhe foi garantida.Diante deste paradigma, infere-se que a questão do preconceito linguístico no Brasil, em virtude do sistema educacional arcaico, atua como método de segregação social .

Em primeira análise, percebe-se que a metodologia de ensino da língua portuguesa, utilizada nas escolas, é a principal causa dessa problemática.Isso ocorre por que, as escolas brasileiras estão acostumadas a ensinar apenas a norma padrão e ,com isso, classificam as outras dialéticas como erradas, perpetuando assim a discriminação linguística. Além disso, as instituições de ensino não compreendem que a língua é fluida, ou seja, ela nunca encontra-se inerte, mas sim em constante movimento, adequando-se de acordo com a região, idade, classe, entre outros.Um exemplo dessa fluidez são os dialetos falados em diversas regiões do país , conferindo a língua um carácter diverso.

Outrossim, nota-se, ainda, que o preconceito linguístico é uma face do preconceito social, uma vez que atua como fator de segregação.Segundo o escritor Marcos Bagno, a língua funciona como uma ferramenta de dominação, dos mais privilegiados sobre as minorias desfavorecidas.Isso acontece por que, geralmente, aqueles que possuem maior poder aquisitivo tem acesso a uma educação de qualidade, ao contrario das comunidades carentes.Dessa forma, a discriminação linguística é evidenciada constantemente, a mais recente e marcante envolveu um médico paulista, que debochou nas redes sociais de um paciente humilde que dizia “peleumonia” ao invés de pneumonia.

Infere-se, portanto, que a discriminação linguística deve ser combatida.Dessa forma , cabe ao MEC modificar a grade curricular através de reuniões com estudiosos da área e incluir nela o estudo de todas as dialéticas , a fim de reduzir as formas de preconceito linguístico.