Preconceito Linguístico

Enviada em 17/10/2018

Na obra “Preconceito linguístico: o que é,como se faz” de Marcos Bagno é abordado as pluralidades e os preconceitos com as variantes da língua portuguesa. Segundo o autor,não existe uma forma “certa” ou “errada” dos usos da língua.Nesse contexto, o aumento do preconceito linguístico é evidenciado pela desigualdade social e pelo uso restritivo da gramática normativa imposta pelas escolas.

Em primeiro plano, é necessário salientar que historicamente,de acordo com os iluministas o preconceito referia-se à ideia equivocada de autoridade humana.Desse modo,análogo a contemporaneidade, classes mais altas por ter um fácil acesso à norma culta criam uma variante padrão superior as outras,que colabora com a intensificação da desigualdade do país,uma vez que a criação de um paradigma faz com que as demais variações linguísticas sejam desprestigiadas.

Outro ponto importante dessa problemática é a forma como as escolas abordam a gramática,focalizando apenas na norma culta.Desse modo é evidenciado o pensamento do sociólogo Karl Marx,quando ele diz que a língua considerada padrão é variante da classe dominante.Tal fato, reflete o contraste da sociedade,uma vez que o contato com a variante conhecida como “correta” é uma garantia para poucos.

Diante desse cenário,compreende-se que o preconceito linguístico é uma condição preocupante no cenário brasileiro.Portanto, é necessário que o governo juntamente com o Ministério da Educação (MEC) aborde em sala de aulas as variações linguísticas,por meio da inserção desse conteúdo nas grades curriculares , a fim de eliminar essa problemática e evidenciar as diversidades da língua no nosso país.