Preconceito Linguístico

Enviada em 02/10/2018

Desde os primórdios a linguagem humana evolui, não de forma a se tornar melhor que outra, mas de maneira que possibilite uma diversidade de comunicações. Entretanto, algumas formas de expressão são culturalmente mais valorizadas que outras, devido a imposição de uma padrão normativo que “regula” a fala.

Ademais, vale ressaltar que a língua caracteriza um grupo ou região, por meio da construção linguística dos indivíduos identificamos a que cultura ele pertence. Restringir a fala, significa restringir a cultura, a diversidade e até mesmo a história. Tendo em vista que os signos linguísticos carregam detalhes surpreendentes a respeito de nossos ancestrais.

Certamente, o preconceito linguístico em relação a alguns modos de falar origina-se de uma educação nada abrangente, fundamentada apenas no certo e errado, e não nas várias vertentes que um mesmo assunto amplia. A gramática nasce da intenção de orientar e explicar a oratória, e não de uniformizar o dialogo. Desse modo, entende-se que a gramática não determina o certo e o errado, mas o convencional.

Objetivando solucionar o problema, cabe ao Ministério da Educação ampliar o material de ensino destinado à gramática, esclarecendo a diversidade, sem denotar certo ou errado, mas atribuir riqueza aquele vocabulário. Livros e apostilas poderiam conter mais informações à respeito da língua informal e relacionar com a cultura pertencente. Dessa forma, seria possível entender a relação linguagem e história. Tais materiais seriam elaborados por professores de gramática e ciências sociais, para que recebam à devida análise.