Preconceito Linguístico

Enviada em 02/10/2018

A questão do preconceito linguístico, marcado principalmente pelo processo de colonização do país, em que os portugueses adotaram medidas de “adestramentos"dos povos indígenas que na época foram considerados por eles povos “selvagens”. Segundo a FUNAI, Fundação Nacional do Índio, os povos indígenas têm 281 línguas registradas atualmente, mas estima-se que com a colonização, os índios perderam outras centenas de línguas. Diante dessa realidade da língua, língua portuguesa permaneceu e tem diversas variações. Sendo assim, o preconceito linguístico segue em formato de exclusão e constrangimento da mesma forma que foi no século XVI, período colonial. Sabendo que a linguagem atualmente utilizada é o resultado de um produto histórico-social, ligada diretamente ao homem e a cultura. A língua se faz o meio comunicativo mais prático dos dias atuais. Dessa forma, exclusões e constrangimentos desdobrados do preconceito linguístico são, até para os olhares menos atentos, paradigmas que devem ser quebrados. Se para o filósofo Immanuel Kant o homem é aquilo que a educação faz dele, não há caminho mais viável a recorrer que uma educação eficiente em um Estado Democrático de Direito. Inquestionavelmente, o preconceito linguístico gera constrangimentos, insegurança comunicativa, exclusão social, entre outros impasses que afetam diferentes setores sociais. O problema é delicado de ser combatido, pois acaba sendo mascarados por piadas e alimentado dia após dia em variados meios de comunicação. Entretanto, as variações linguísticas são fundamentais para que a língua seja o instrumento de expressão dessa cultura diversa, ou seja, a maior riqueza do Brasil. Portanto, o Brasil é, de fato, um país com raízes extremamente preconceituosas e para combater o impasse, medidas devem ser tomadas. Cabe ao MEC, Ministério da Educação, o desenvolvimentos de palestras com pedagogos, que abordem a importância dessas variedades linguísticas, além da conscientização de que a língua é hoje uma das maiores representações da diversidade cultural brasileira. Palestras estas, que serão aplicadas em escolas de Ensino Fundamental e Ensino Médio, nos setores públicos e privados, a fim de reintroduzir na sociedade brasileira conceitos de valores éticos como o respeito, visto que a educação é uma das garantias essenciais para um bem-estar social.