Preconceito Linguístico
Enviada em 04/10/2018
Preconceito linguístico é gerada pela ideia que existe apenas uma única língua correta, baseada na gramática normativa. Esse vem sendo um grande problema na sociedade e um dos menos discutidos, além de colaborar com a prática da exclusão social. No entanto, devemos lembrar que a língua é mutável e ao longo do tempo se adapta de acordo as ações dos falantes.
Nesse contexto, vale ressaltar, que na Semana de Arte Moderna em 1922, foi um grande marco na nossa cultura, pois representa uma ruptura nos nossos padrões culturais e busca por uma linguagem nacional. Outrossim, o autor modernista Oswald de Andrade, faz referência do tema em um poema chamado “pronominais”, na qual mostra uma certa frase em forma culta e coloquial, isto é, ele apresenta maneiras distintas para expressar a mesma ideia, sendo assim, não existe maneira certa ou errada para se expressar.
Ademais, a influência que a língua tem nas nossas vidas é clara. O modo de falar e de escrever podem dizer de onde o falante vem e até a qual classe social pertence. A norma culta que deveria ajudar na formação de uma sociedade compacta, em termos linguísticos, se tornou um problema pois ao invés de unir acaba excluindo as pessoas que não falam de acordo com a gramática normativa. Apesar disso, a gramática deve ser parte do material didático da escola, uma vez, que ela deve servir como um meio de orientação, e não como a única língua correta. Marcos Bagno fala no seu livro preconceito linguístico: o que é, como faz, no quarto mito " as pessoas sem instrução falam tudo errado" se referindo ao que já foi dito.
Torna-se evidente, portanto, que são necessárias medidas para combater o preconceito linguístico. É dever da escola e do professor orientar os alunos através de palestras, adquirir uma semana para falar sobre variedades linguísticas, com objetivo de naturalizar línguas de cada região do país. Demais, a mídia pode promover propagandas para conscientizar a sociedade que não existe língua certa ou errada assim como disse Marcos Bagno. Dessa forma, será possível acabar com o preconceito linguístico.