Preconceito Linguístico
Enviada em 02/10/2018
Não existe homem sem língua. A língua é influenciada pelas condições sociais, culturais, regionais e histórica de seus falantes. Diante disso, essas condições influenciaram a língua a se rearranjar quando necessário, garantindo que seja cumprida sua função primordial: a comunicação. Em virtude disso, não é aceitável que a questão do preconceito linguístico continue sendo tratada com descaso.
Primeiramente, é importante analisar que há vários fatores que intensificam a discriminação sobre a forma de como a língua é falada, entre eles a depreciação do indivíduo quanto ao seu modo de se expressar. Isso se reflete em relação a pessoas de zonas rurais, às pessoas mais pobres e aos diferentes sotaques apresentados no país, que são hostilizados por não utilizarem a norma culta durante a fala ou a escrita.
Ademais, depreciando a língua, deprecia-se o indivíduo, sua identidade e sua forma de ver o mundo. A mídia por meio de propagandas que ironizam dialetos, regionalismos, gírias e sotaques tona-se um importante propulsor da exclusão social, visto que em determinados programas de humor tais piadas, mesmo sendo uma narrativa com tom humorístico, não deixam de reforçar esteriótipos sociais que caracterizam preconceitos que colonizam o imaginário coletivo.
Em suma, é necessário reconhecer a existência do preconceito linguístico, perceber como ele se manifesta em atitudes e práticas sociais. Dessarte, é dever da sociedade em consonância com a escola, conscientizar os jovens a cerca da importância da variedade da língua, a partir de palestras e debates em sala de aula, além de diálogos esclarecedores sobre como criar modos de combatê-los. Ademais, cabe a governo, por intermédio de órgãos responsáveis, fiscalizar e regular as mídias para que aborde tal tema de um modo mais educativo, mostrando a importância de ser um conhecedor das variações que a língua nos proporciona. Dessa forma, conseguiremos uma maior democratização da sociedade.