Preconceito Linguístico

Enviada em 15/10/2018

Em conformidade com o linguista Max Weinreich, “A língua é um dialeto com exécito e marinha”. Desse modo, percebe-se que o existe diferentes línguas em um só idioma e, por isso existe o preconceito linguístico. Nesse contexto, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como a impunidade estatal e a corrupção de valores sociais - frutos de falhas educacionais - contribuem.

Em primeira análise, cabe pontuar que, a linguística está associado ás diferenças regionais, desde dialetos, regionalismo, gírias e sotaques as quais são desenvolvidas ao longo do tempo e que envolvem os aspectos históricos, sociais e culturais de determinado grupo. Como por exemplo, as pessoas da capital que acreditam que sua maneira de falar é superior das pessoas que habitam do estado ou nas áreas rurais.  Diante disso, percebe-se que o PNE (Plano Nacional  de Educação), deve atualizar e reformular a metodologia dos livros e o ensino em geral da Língua Portuguesa, valorizando a diversidade e os regionalismos linguísticos.

Outrossim, convém frisar que, a linguagem é mutável e vai se adaptando ao longo do tempo de acordo com as ações dos falantes. Porém, a gramatica normativa para alguns é o único dialeto e não possui expressões populares. Com isso, a criança cresce sem ter o contato com os variantes linguajar e, quando adulto não valorizam as diversidades culturais. Comprova-se isso por analogia ao filosofo grego Aristóteles, que afirmava: “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”. Dessa forma, vê-se que cabe não só ao Ministério da Educação, mas também à ajuda da família, distanciar dificuldades no ensino com projetos educacionais, como por exemplo, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito da valorização linguística. Com o propósito de conscientizar adultos e crianças. Desse modo, a sociedade terá vantagens no futuro.

Dessarte, para atenuar a problemática, é imprescindível que o Governo, consonância com o Ministério da Educação, as Mídias e a Secretaria da Segurança Pública, crie aplicativos e sites com uma ouvidoria pública, para receber denúncias anônimas, além de permitir fazer publicações de lugares em que já ocorreram o preconceito linguístico, para serem investigados, através de uma ampla divulgação midiáticas, que inclua propagandas televisas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Dessa forma, a ação iniciada no presente, seria capaz de modificar um futuro amargo e como advertiu Drummond, sem pedras, na sociedade brasileira.