Preconceito Linguístico

Enviada em 30/09/2018

Regionalismo etnocêntrico

Desde a conjuntura da Roma Antiga, verifica-se que os vários tipos de idiomas representavam culturas diferentes, servindo de pretextos à conflitos. Hodiernamente, no Brasil, diversas conquistas em prol dessa temática já foram alcançadas – a exemplo da criminalização do preconceito, presente na Constituição Brasileira de 1988. Todavia, esses avanços não foram suficientes para conter o etnocentrismo e a exclusão social, motivados pelo preconceito linguístico, necessitando, assim, da criação de novas medidas para mitigar essa situação.

É indubitável o etnocentrismo linguístico presente na população. Posto isso, é necessário salientar que pelo Brasil ter dimensões continentais, é esperado que a língua sofra diferentes influências, formando dialetos. Nesse sentido, até o início do século XX, a unica fala considerada correta era a culta, até que em 1922 surgiu um movimento artístico e literário que foi de encontro a essa regra, produzindo textos coloquiais e regionais. A partir de então, os gramáticos não dizem se uma fala é certa ou errada, mas se é adequada ou inadequada, instaurando um relativismo. Dessa forma, requer a necessidade de difundir essa ideia na sociedade, evitando o preconceito linguístico.

Outrossim, destaca-se a exclusão social de vários grupos sociais. Diante disso, é notório ressaltar que o etnocentrismo gera, como consequência, a marginalização social de falantes típicos do português e isso, comumente, vem acompanhado de agressões verbais e até físicas. Nessa perspectiva, consoante o filósofo Jean-Paul Sartre, ´´A violência, seja ela qual for, é sempre uma derrota para a sociedade´´, ou seja, esses conflitos não levam a nada e só pioram a harmonia social. Logo, requer a necessidade de combate à exclusão social, principalmente aquela motivada por estilos linguísticos.

Evidencia-se, portanto, que a problemática do preconceito linguístico é decorrente do etnocentrismo e da exclusão social. Com o fito de atenuar esses impasses, é necessária uma maior atuação da mídia por meio de ficções engajadas que apresentem diferentes dialetos, em busca de comportamentos mais tolerantes, garantindo a harmonia entre essas falas. Ademais, compete à população denunciar casos de agressão à Polícia Civil, para que ocorram investigações em busca de evitar a reincidência de violência. Dessa forma, poder-se-á alcançar o progresso social, concomitante à minimização gradativa do preconceito linguístico no Brasil.