Preconceito Linguístico
Enviada em 30/09/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), em seu artigo 1 diz que os homens devem agir uns com os outros com um sentimento de fraternidade. Todavia é perceptível que, na prática, isso não acontece. Fato comprovado por tamanho preconceito, especialmente o linguístico, vigente no nosso país. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para nossa sociedade.
A priori cabe salientar que a língua é um dos instrumentos que sustentam a vida, uma vez que sua finalidade é a comunicação. Tendo isso em vista é comum nos depararmos com variações linguísticas, visto que as pessoas se comunicam em realidades sociais, etárias e regionais diferentes. E é diante dessas diferenças que surge um sentimento de superioridade de uma língua em relação à outra e, consequentemente, surge o preconceito.
Neste viés é cabível dizer que em, nossa sociedade, há pessoas que defendem uma gramática aplicada em qualquer momento da fala. Tornando aqueles que não a utilizam alvos de zombaria e até de segregação. Tal atitude faz com que estes indivíduos sintam-se inferiores e aquele sentimento de fraternidade proposto pela DUDH é deixado de lado. Tudo isso prejudica o desenvolvimento do nosso país, posto que desde a Revolução Francesa sabe-se que um povo unido é o impulso da nação.
Infere-se, portanto, que para o Brasil sair do estado inercial é importante o fim do preconceito linguístico. Para isto a Mídia deve promover campanhas com o intuito de conscientizar a população a respeito de tal problemática. Ademais como já dito por Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e estas mudam o mundo. Logo cabe ao MEC a adesão de palestras nas escolas, ministradas por psicólogos, que proporcionem um combate ao preconceito linguístico a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva na sombra, como na analogia da caverna de Platão.