Preconceito Linguístico
Enviada em 04/10/2018
Quando os portugueses chegaram ao Brasil,se depararam com uma cultura completamente diferente da que estavam acustumados e um modo de falar que provavelmente nunca tinham ouvido.Ao se adaptarem ao território,começaram a implantar sua língua como a certa,mesmo que ainda carregada de sutaque diferente.Desde então segue-se o padrão da língua portuguesa.No entanto,há grandes problematicas que tangem o tema,como o preconceito gerado pelas diferenças regionais e sociais.
De acordo com o escritor do livro “Preconceito Linguístico”,Marcos Begno,não existe a forma certa ou errada.Existe à gramática normativa que tenta inserir todos em um padrão,mas,acaba sendo utilizada como instrumento de distinção e dominação pela população culta.Mesmo assim,ainda há uma busca incessante pelo que deve ser considerado correto em cada região brasileira.Todavia,as diferenças regionais ainda se fazem muito presente,uma vez que é notório a discussão sobre a denominação certa para um pacote de biscoito ou bolacha.
Além disso,as classes sociais também são grandes influenciadoras do preconceito existente.Isso torna-se perceptível quando é feita a análise sobre o tratamento para com uma pessoa que fala coloquialmente e outra que não se restringe a isso,mas acrescenta gírias e dialetos diferentes.Não há dúvidas que o poema “vício na fala”,do modernista Oswald de Andrade traz percepções diferentes a partir da base socioeconômica do indivíduo que a lê.
Portanto,medidas são necessárias para resolver o impasse.O Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Comunicação deve inserir nas grades curriculares,a semana da diferença linguística.Uma semana em que toda a equipe pedagógica da escola se reuna para levar um pouco da cultura da fala de regiões diferentes.Através de palestras,trabalhos escolares,música e filmes.Para que assim,nenhum aluno sai do “berço” acadêmico com a ideia individualista que apenas o seu modo é o certo.