Preconceito Linguístico
Enviada em 29/09/2018
No século XX, surge no Brasil o movimento artístico Modernista, cujo objetivo era romper com o tradicionalismo mantido ao longo da história. Na literatura, a liberdade formal foi a mais predominante nas obras, os conceitos gramaticas rebuscados foram rompidos, valorizando o modo de escrever, sotaques e gírias dos autores. Entretanto, os destaques dados na época ficaram no passado e o preconceito linguístico se tornou uma realidade no corpo social brasileiro. Nesse sentido, são necessárias medidas para que o problema seja resolvido e uma sociedade integrada possa ser alcançada.
A priori, convém ressaltar que, segundo Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado, logo, é possível analisar que as heranças históricas de intolerância linguística contribuem para o comportamento da sociedade atual. Prova disso é que, na colonização do país, os europeus impuseram sua língua aos nativos, desprezando as ricas variedades linguísticas indígenas. Dessa forma, o preconceito com qualquer língua e variante permaneceu na sociedade, um exemplo a citar são os nordestinos que são o mair alvo de tal intolerância, pois suas gírias e expressões regionais são dadas como erradas e inferiores quando comparada com as demais, fazendo com que essa parcela da população seja ainda mais menosprezada.
A posteriori, é importante salientar que, os déficits educacionais colaboram com o problema. Isso acontece devido aos ínfimos investimentos estatais no ensino público, o que implica na má capacitação de professores e de livros didáticos de boa qualidade, fazendo com muitas pessoas terminem o ensino médio sem dominar os padrões da língua. De acordo com Schpenhauer, os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, dessa maneira, a má formação escolar dos indivíduos implica na sua inserção social, uma vez que essas pessoas não dominam corretamente a língua, a parcela da população de detém tal conhecimento coloca-se superior aos que não a possuem, levando à exclusão social dessas pessoas principalmente no ramo laboral.
Portanto, é necessário que o Mec tome medidas e crie um projeto denominado ‘‘Os Idiomas o Brasil’’. Sendo assim, o programa consistirá na flexibilização do currículo de português do fundamental e médio, ou seja, os professores deverão ensinar em paralelo ao conhecimento do idioma, as variedades linguísticas existentes na língua, levando o aluno a entender cada uma deles e seu contexto. Além disso, o programa também deverá ser consistido em palestras ministradas pelos professores de Sociologia, abordando a problemática atual, de modo que os alunos sejam questionados por soluções referentes a inserção social dessas pessoas. Posto isso, será possível obter mudanças significativas.