Preconceito Linguístico

Enviada em 29/09/2018

“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”. Essa frase do educador Paulo Freire pode ser relacionada com os problemas do preconceito linguístico entre os brasileiros, pois muitas pessoas acham que por falar a norma culta são superiores aos que não falam. Ademais, isso pode acarretar vários problemas como a desvalorização das variações linguísticas regionais e a exclusão das pessoas que não seguem as normas cultas. Dessa forma, para sanar essas adversidades, deve haver medidas de caráter exequíveis.

Faz-se necessário, antes de mais nada, considerar que no modernismo brasileiro houve a busca pela linguagem nacional, usando a linguagem coloquial e as variações linguísticas para representar a cultura do Brasil. Porém, atualmente houve um aumento na desvalorização das variantes linguísticas regionais, porque milhares de brasileiros acham errado falar de acordo com sua região, respeitando criteriosamente a norma culta e estranhando quem não fala dessa forma. Um exemplo disso é o personagem da “Turma da Mônica” chamado Chico Bento, ele é do interior e fala diferente dos personagens em geral por conta da sua região. Por isso a turma estranha o modo de como ele fala e consequentemente comete o preconceito linguístico. Logo, é necessário que haja medidas para a redução desses casos.

Outrossim, desde do processo de colonização houve a imposição da língua portuguesa, isso está existente até hoje com a exclusão das pessoas que não seguem as normas da língua culta do Brasil, com isso milhares de pessoas sofreram o preconceito linguístico. Além disso, conforme o jornal R7.com, em Serra Negra-SP o médico Guilherme Capeu debochou do paciente na internet por não falar corretamente. Esse acontecimento é recorrente em todo o Brasil e precisa ser mudado urgentemente para sanar a discriminação linguística.

Compreende-se, portanto, que é imperioso reduzir a desvalorização das variações linguísticas regionais e a exclusão das pessoas que não seguem as normas cultas. Sendo assim, deve haver ação das escolas, que tem o objetivo de ensinar valores, culturas e educação, para amenizar a desvalorização das variantes linguísticas, por meio de palestras nas escolas, a fim de ensinar a importância das variações na cultura brasileira. Ademais, deve ter atuação do Ministério da Educação, para reduzir a exclusão das pessoas que não seguem as normas, por intermédio de campanhas publicitarias televisivas, pois assim sensibilizaria a população. Destarte, o preconceito linguístico seria amenizado e haveria a valorizaçao de saberes diferentes.