Preconceito Linguístico
Enviada em 29/10/2018
Na primeira fase do Modernismo, os autores em suas obras usavam o cunho social realista e simplista para mostrar as diferentes variações linguísticas existentes. No entanto, quando se observa o preconceito linguístico, no Brasil, verifica-se que essa tentativa de desmistificação é constatada na teoria não na prática e a problemática persiste ligada à realidade do país, seja pelos problemas sociais gerando discriminação, segregação, seja pelo despreparo das escolas para lidar com esse questão. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, embora todos os brasileiros sejam falantes da língua portuguesa padrão, ela apresenta diversas questões seja no contexto regional, etário, social, histórico isso significa que a língua é como um elástico, está em constante transformação. Segundo Spinoza, é preciso aprender respeitar o outro, mas também entender o porque fala desta forma. Dessa maneira análogo, é possível perceber, no Brasil, a superioridade, a segregação como forma de controle social rompendo essa harmonia, haja vista as caricaturas exageradas, desnecessárias referentes a certas regiões menosprezando sua forma de falar, se expressar recebendo apoio da mídia que ‘‘mascara’’ usando humor.
Outrossim, destaca-se o despreparo de profissionais da educação como impulsionador do problema. De acordo com Marcos Bagno em seu livro Preconceito Linguístico, não existe forma certa ou errada, quando se estigmatiza não se democratiza, gera sim chance para a manutenção da estereotipização que é qualquer coisa menos cidadania. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se como as escolas precisam de uma reestruturação desde a licenciatura até a grade curricular escolar para evitar futuros problemas de sociabilidade e, até mesmo, psicológicos futuros advindos do despreparo e prejulgamento dos profissionais do meio escolar. Afastando-se do seu papel social como impulsionador da educação e inclusão.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade livre de todo tipo de preconceito. Dessa forma, as escolas devem abordar a questão da variação linguística por meio de projetos interdisciplinares entre linguagens e ciências humanas, promovendo um espaço para a convivência da pluralidade desde cedo. Logo, a mídia deve assumir seu papel social, retratando em novelas, dramaturgia, ficção engajada variações estigmatizadas que não devem ser efetivadas, realizadas, o famoso exemplo ruim para transformar em bom discutindo o combate, a fim de não viver e fechar os olhos para a realidade da Turma do Chico. Bento