Preconceito Linguístico

Enviada em 29/09/2018

Entende-se como discriminação de linguagem o julgamento depreciativo contra determinadas variedades linguísticas. Segundo a linguista Marta Sherre, o pré-julgamento geralmente atinge variedades associadas a grupos de menor prestígio social, utilizando-se da norma culta como forma de aviltamento.

Primeiramente, as diferenças sócio-econômicas são determinantes nas formas de se expressar, devido ao tempo de permanência escolar. Os estudos feitos com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e MEC (Ministério da Educação) indicam que entre aqueles que concluem o ensino médio na idade correta a média de renda per capta é de R$ 885, entre aqueles que não terminam o ensino fundamental a média cai pra R$ 436.

Ademais, sabe-se que quanto maior a renda, maior o domínio da norma culta, logo, disparidades expressivas são notórias na medida em que se tem influência da norma culta. Isso se torna problemático quando ao invés de ajudar o quem precisa com o conhecimento dos códigos de vocabulário, usa-se o conhecimento para rejeitar a habilidade de falar do outro de forma hostil.

Portanto, deve-se propor alternativas para superar a intolerância linguística. Para isso, o ministério da educação precisa incluir na grade curricular das escolas aulas práticas de português, na forma de conversação para que os alunos dominem cada vez mais a maneira correta de falar e conheçam as variantes de forma que haja menos desentendimentos nas habilidades de locução. Além disso, a mídia deveria abordar o problema em mais ocasiões como em novelas e documentários para que a população se sensibilize e ao invés de discriminar quem possui menor conhecimento, ajudar. Com isso, espera-se que haja maior compreensão da língua portuguesa e maior assimilação de ambas as partes.