Preconceito Linguístico
Enviada em 02/10/2018
Tal como a 1º Lei de Newton, a qual um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ela mudando o seu percurso, o preconceito linguístico é um problema que persiste em nossa sociedade, cuja manifestação se apresenta em forma de ignorância, intolerância e exclusão social. Diante disso, cabe a discussão do tema para que uma mudança de percurso venha ocorrer.
Em primeira análise, no ano de 1922 ocorreu em nosso país a Semana da Arte Moderna, movimento modernista que possuía caráter nacionalista e buscava a ascensão da linguagem brasileira. Neste contexto, é indubitável a grande transformação que a Língua Portuguesa sofreu por meio de fatores tanto regionais quanto sociais ao longo do tempo, o que modificou a maneira de se expressar através da fala em casa região do nosso país.
De acordo com o linguista brasileiro Marcos Bagno em seu livro ‘‘Preconceito Linguístico’’, não existe forma certa ou errada da fala, embora esta não seja a realidade presenciada, uma vez que ao adotarmos uma norma padrão como a única maneira correta de se expressar,indivíduos que não estejam inseridos em seu uso sofrem um gigante assédio linguístico, gerado pela intolerância das diferenças linguísticas existentes em um idioma, o que resulta em segregação social.
Diante dos fatos supracitados, cabe ao Ministério da Educação atuar como a força suficiente capaz de reverter o problema que persiste no país. Deve-se alterar a grade curricular vigente em nossas instituições de ensino, sendo ela pautada na elasticidade da Língua Portuguesa, garantindo uma formação menos excludente. Ademais, a literatura deve ser uma ferramenta a ser intensificada pelos professores em sala, abordando a participação excepcional da escola modernista na valorização da nossa cultura e nacionalismo, a fim de que nossa cultura como um todo seja respeitada .Somente desta maneira a exclusão do impasse em nossa sociedade será alcançada.