Preconceito Linguístico
Enviada em 27/09/2018
O Renascimento Cultural,ocorrido no início do século XIV na Europa,promoveu a ascensão da ciência e a mudança no modo de pensar e agir do homem do final da Idade Média.Todavia,nota-se que mesmo com avanços da sociedade,uma grande parcela de pessoas tende a ser intolerante e preconceituosa com a variação linguística existente no Brasil.Nesse sentido,é válido analisar as questões históricas e sociais ao longo dos séculos que ajudaram a formar esses pensamentos errôneos.
Em primeiro lugar,é perceptível que a visão etnocêntrica dos portugueses em impor a mudança da fala das mais variadas tribos indígenas existentes no período colonial,colaboraram para o hibridismo na forma de se expressar no país.Sob essa conjuntura,a falta de tolerância e o empoderamento das pessoas em relação aos dialetos-características da fala em determinadas regiões-infelizmente,mostram que as atitudes dos lusos reverberam nos dias atuais.Consoante ao escritor brasileiro Marcos Bagno na obra “Preconceito Linguístico”,não há forma correta ou errada de falar,o que justifica o retrocesso dos brasileiros em não aceitar as diferenças.
Somado a isso,a intransigência da população que mora nas cidades em virtude dos moradores do interior ratificam a problemática.Nesse viés,a disparidade no plano educacional fomentam ainda mais o preconceito linguístico diante da sociedade,uma vez que a acessibilidade e infraestrutura das escolas na zona rural são inferiores as dos centros urbanos.
Torna-se evidente,portanto,que o preconceito linguístico disseminou-se no Brasil ao decorrer dos anos.Dessa forma,no intuito de transformar a sociedade em uma verdadeira democracia ,o Ministério da Educação deve investir através dos impostos,atividades lúdicas nas escolas o debate do longo processo de formação do Brasil,mostrando as mais diferentes variações linguísticas existentes no país,a fim de mudar os pensamentos intolerantes.Assim,quem sabe a sociedade viva como renascentistas.