Preconceito Linguístico

Enviada em 27/09/2018

No início do século XX, o modernismo veio inserir na literatura brasileira poemas com vocabulário regionalista, o que trouxe grande espanto para a época. Vale destacar que, embora esse movimento tenha ajudado na inclusão do dialeto popular, não foi o bastante, o preconceito linguístico ainda perdura atualmente. Além disso, essa discriminação acaba por excluir alguns grupos sociais.

É relevante abordar, que a intolerância com o modo de falar, é reflexo da desigualdade social do país.  Geralmente, os mais pobres e do interior são marginalizados e têm sua linguagem tida por muitos como errada, o que causam deboches, insultos e até discussões em redes sociais. Contudo, é importante lembrar que a variação é inevitável, pois cada lugar do possui influências distintas.

Paralelo a isso, o escritor Marcos Bagno abordou no seu livro que: O problema certamente está no modo como se ensina português e naquilo que é ensinado sobre o rótulo da língua portuguesa. Nesse sentido, nota-se que as escolas valorizam demais a gramática normativa e deixam de lado as variantes da língua. Com isso, as pessoas que não aprendem essa regra, se sentem menos inteligentes, além de sofrerem discriminação.

Diante dos argumento supracitados, cabe à escola proporcionar aos seus alunos uma abordagem maior sobre as variações no dialeto e sua importância para nossa identidade, e deixar de focar apenas na gramática normativa. Desse modo, a língua não seria rotulada, como sendo certa ou errada, assim, como Marcos Bagno salientava.