Preconceito Linguístico

Enviada em 27/09/2018

Bentham, sociólogo utilitarista, afirmou que a ação humana deve proporcionar o bem ao maior número de pessoas. Entretanto, na sociedade hodierna, o pensador veria sua teoria ferida ao se tratar do preconceito linguístico existente no Brasil. Nesse sentido, a variedade linguística somada à população preconceituosa resultou no assédio linguístico, seja pela desvalorização cultural, seja pela promoção do bullying.

Em primeira instância, é de extrema importância ressaltar a relevância dos aspectos culturais presentes na variedade linguística. Tarsila do Amaral, artista modernista, valorizou a variedade do povo brasileiro em seu quadro “operários”. Dessa maneira, é necessário que, assim como Tarsila, a sociedade perceba a diversidade como um instrumento para exaltação, devido à sua importância na Historiografia. Destarte, a variedade linguística revela parte da cultura de um povo e, por isso, deve ser respeitada.

Ademais, a discriminação da língua presente em ambientes escolares corrobora para a permanência da problemática. Dessa forma, o preconceito linguístico entre crianças e adolescentes transfigura-se na imediata propagação do bullying. Consoante ao pensamento do filósofo Francis Bacon, o qual diz que: “o comportamento humano é contagioso”, a intolerância é disseminada entre os indivíduos. Por conseguinte, a resolução do impasse é dificultada e permanece vigente na sociedade.

Fica claro, portanto, que medidas eficazes devem ser tomadas para a mitigação da problemática. Sendo assim, cabe às emissoras televisionais, em ação conjunta com o Ministério da Cultura, divulgar por meio de cartazes, outdoors, campanhas e comerciais, e importância da variedade para a cultura de cada povo, com o objetivo de diminuir o preconceito existente. Outrossim, O Ministério da Educação, deve promover palestras direcionadas para os alunos e seus responsáveis, com especialistas na questão da variedade linguística, para que ocorra o desaparecimento da discriminação linguística nas escolas. Assim, quiçá, a sociedade propagará o bem com suas ações, em detrimento do preconceito.