Preconceito Linguístico
Enviada em 27/09/2018
A língua é um dos pilares mais importantes na sociedade, já que é através dela que nos comunicamos e interagimos. Porém no Brasil é evidente a maneira que a utilizam como uma forma de hierarquia e exclusão, esquecendo-se totalmente que apesar de sermos um só país, temos uma grande variedade de culturas.
É importante ressaltar que nossa língua apresenta diversos tipos de particularidades, sejam regionais, sociais, históricas ou etárias e isso é usado como uma forma de segregação entre as pessoas, fazendo com que algumas se sintam superiores às outras apenas pelo modo de falar. O preconceito linguístico vem desde a escola, local onde existem pessoas de lugares e criações distintas, é o primeiro lugar em que você aprende que sabe menos por falar errado ou diferente da maneira considerada correta. E é nesse momento que as crianças começam a se sentir excluídas e inferiores, o que acaba afetando toda sua infância, adolescência e vida adulta.
A língua portuguesa falada hoje no Brasil, é resultado de uma diluição e adaptação do português de Portugal, que por sua vez, é uma adaptação do Galego-português e por aí em diante até chegar no latim, ou seja, é um idioma que sempre sofreu transformações para se ajustar de acordo com quem estava o utilizando. Logo, não podemos desconsiderar a norma culta, mas devemos aceitar que existe uma variação gramatical que está de alguma forma anexa ao idioma.
Fica claro então que a variação linguista é um fator chave no convívio com a comunidade, podendo fazer com que você seja incluído ou excluído mais facilmente. Admitido isso, deve-se achar maneiras para combater, como por exemplo abordar esse tema desde cedo nas escolas, seja nas aulas de português ou através de dinâmicas, para que fique claro desde cedo que ninguém é superior a ninguém só pela maneira de falar. No ademais, campanhas para diminuir estereotipização podem ser grandes aliadas na luta de vencer o preconceito linguístico.