Preconceito Linguístico

Enviada em 17/10/2018

O icônico livro de 1932, Laranja Mecânica, mesmo possuindo dicionário próprio para entendimento da história, mantém-se como uma das mais emblemáticas obras literárias do século XX.Contudo, diferente da aceitação evidenciada no livro, apesar dos diversos neologismos, no Brasil, infelizmente, é evidente que existe preconceito linguístico entre as regiões do país, mesma essa nação sendo fundamentada na união semântica multicultural.

É notório que grandes êxodos foram realizados durante a história da humanidade, porém, após o ano de 1500, o Brasil, tornou-se grande centro de imigrações, tendo, portanto, diversas nacionalidades presentes no território brasileiro, ocasionando aumento da variedade linguística.Desse modo, a regionalização do Brasil ocorreu através de critérios sociais, contribuindo para o afastamento entre diferentes estados, o que gerou distanciamento entra a língua falada e a escrita.Logo, a insistência do sistema de educação vigente para a unificação da língua e criação de uma identidade nacional torna-se gradativamente mais difícil, haja visto que o dialeto é marca única de cada região, não podendo ser esquecida.

“A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”.Célebre frase do escritor George Orwell, deixa evidente o papel exercido pelos meios de comunicação desde o século XX.Dessa maneira, não é difícil observar que os maiores meios de veiculação de mensagens do país preocupam-se em avaliar e transmitir, em sua maioria, a vida e influência exercida pela região centro-oeste do Brasil, através de jornais, comerciais e novelas, gerando segregação das demais áreas e consequente aumento do preconceito, inclusive linguístico.

Portanto, fica evidente que a problemática do preconceito linguístico cresce no Brasil.Em primeiro lugar, é necessário que que o Governo Federal reveja e estimule a melhoria da estrutura das aulas e materiais escolares, a fim de promover maior unificação da língua sem a perda das características culturais, gerando, assim, maior proximidade regional através do maior conhecimento e entendimento dos dialetos do país.Além disso, a mídia, como propagadora de mensagens, deve se atentar a causa, buscando alcançar maior caracterização de cada área, contratando representantes de das diferentes regiões, conferindo assim maior visibilidade à diferentes locais do país.Desse modo, é possível construir e manter o país unificado, criando uma identidade nacional, diminuindo gradativamente o preconceito linguístico de todo território brasileiro, sem necessidade de perda cultural.