Preconceito Linguístico

Enviada em 26/09/2018

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se sensibiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o preconceito linguístico, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal Iluminista é constatado somente na teoria e não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do País, seja pela inoperância estatal, seja pela omissão por parte da sociedade.

É indubitável que a questão da Constituição e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. O não cumprimento da Constituição Federal aumenta ainda mais o abismo das populações que sofrem esse tipo de preconceito pois uma educação de qualidade e inclusiva, infelizmente, ainda não está ao alcance da maioria dos brasileiros. Nesse sentido, é importante que o governo atue com uma educação mais inclusiva para que ocorra a aceitação entre os estudantes e a sociedade consiga conviver harmonicamente com as diferentes culturas existentes no País.

Outrossim destaca-se, a omissão social como o impulsionar do problema. O preconceito linguístico se torna mais poderoso porque, em grande parte, ele é ´´invisível, no sentido de que quase ninguém fala dele, poucas pessoas reconhecem sua existência e não conseguem enxergar sua gravidade como um problema social. De acordo com o escritor brasileiro Marcos Bagno no livro´´Preconceito linguístico- o que é, como se faz, o preconceito, seja ele qual for, é uma crença pessoal, uma postura individual diante do outro. Torna-se imprescindível que a população deixe de ser omissa aos problemas sociais reivindicando seus direitos democraticamente para que não ocorra o aumento dos obstáculos da malha urbana.

É preciso, portanto, conhecer essa realidade a fim de que se possa corrigi-la, antes de tudo, a questão é de educação; por isso, é necessário que o MEC (Ministério da Educação)promova, nas escolas, palestras e debates culturais de todas as regiões do País, contando com a participação de toda a comunidade, com o objetivo de que todo cidadão e cidadã que frequente a escola (pública ou privada) tenha uma educação inclusiva sem preconceitos e conheçam as diferentes formas de se expressar de acordo com cada origem. Soma-se a isso, uma ampla divulgação por parte da Mídia por meio de revistas, telejornais e programas televisivos falando sobre esse tipo de preconceito para que assim a sociedade possa conhecer o preconceito linguístico e consiga viver em harmonia.