Preconceito Linguístico
Enviada em 27/09/2018
Nas histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, o personagem Cebolinha é frequentemente criticado por sua forma de falar, trazendo uma ideia aos telespectadores de que ele se pronuncia de fora incorreta. Infelizmente, é comum ver esse preconceito na sociedade hodierna. Todavia, o complexo de superioridade das pessoas que tem uma fala mais aperfeiçoada, ou acham seu sotaque o mais correto, geram desigualdades sociais, e, mormente, provoca a perda da cultura linguística brasileira.
Devido a exigência que o mercado de trabalho tem quando se trata de norma culta da língua portuguesa, muitos banalizam a pronuncia de cidadãos com baixa escolaridade, ou com sotaques diferenciados, se achando tão bom quanto, gerando uma desigualdade. Soma-se a isso, o médico Guilherme Capel, que revoltou as redes sociais ao tirar uma foto de seu prontuário, escrito: “Não existe peleumonia”, ironizando alguém que errou a pronuncia ao querer dizer pneumonia. Porém, pessoas como esse médico não tem conhecimento de que não são todos capazes de recebem uma educação de qualidade, ou que deixam seus costumes para falar “corretamente” como a sociedade impõe..
Dessa forma, os hábitos de cada região são colocados em risco devido a esse preconceito, já que as pessoas buscam a norma culta para se integrarem na sociedade. Segundo Marcos Bagno, não existe uma forma correta ou errada de falar, sobre esse ângulo, o Rio de Janeiro tem suas características de falar gírias, já o nordeste, que teve a primeira influência dos portugueses, tem seus ditados populares e sua forma diferente de pronuncia. A cultura faz parte do povo brasileiro, ela é unica, resultante da mistura de povos na colonização, como os portugueses, africanos e espanhóis, e por ser unica, deve ser preservada.
Portanto, a sociedade precisa ser reeducada, começando nas escolas. O Ministério da Educação precisa investir em projetos visando levar o conhecimento aprofundado da cultura brasileira, e como ela é importante para a história, assim, os indivíduos crescerão visando que não exite língua melhor e pior. Em adição, a mídia tem uma grande influência na sociedade, portanto, o Ministério da Comunicação deve fazer campanhas com vídeos, mostrando que é uma dádiva fazer parte de uma cultura tão variada, e que não precisa deixar seus costumes linguísticos. Assim, o preconceito deixará de existir até nas histórias em quadrinhos.