Preconceito Linguístico
Enviada em 30/09/2018
O personagem nordestino Chico Bento da “Turma da Mônica” é criticado em algumas tirinhas por falar incorreto o que na realidade social é a variante linguística local.Hodiernamente, na sociedade brasileira ainda persiste o preconceito linguístico em que os indivíduos mais privilegiados julgam a linguagem dos menos favorecidos.Nesse viés , vale destacar que a problemática trata-se da má informação sobre o território brasileiro assim como a segregação social.
Em primeira análise, é importante ressaltar que embora os brasileiros sejam falantes da Língua Portuguesa, a mesma apresenta diversas variações no contexto regional.Desse modo, mesmo com as diferenças existem casos de exclusão sobre o modo de fala, a exemplo, do médico Guilherme Capel que teve preconceito de um paciente ao publicar nas redes sociais: “Não existe peleumonia e nem raôxis”.Dessa maneira, casos como esse reflete a desigualdade e a descriminação contra a variante presente na sociedade.
Ademais, é indubitável que o fato de existir uma norma padrão faz com que as demais variantes sejam desprestigiadas, gerando o preconceito linguístico.Diante disso,convém analisar o índice baixo de escolaridade no Brasil o que favorece o desconhecimento da norma culta nas classes mais degradantes.Sendo assim, os prejudicados são os menos favorecidos em que o contexto histórico e regional no qual vivem estão a mercê da crítica podendo ocorrer problemas de sociabilidade e até mesmo, psicológico.
É evidente,portanto, que é necessário o Ministério da Educação impor nas escolas através de cartilhas sobre a importância do entendimento à norma culta,mas seguida das variações geográficas com o intuito de garantir o ensino a todos os alunos sem exclusão.Além disso, a Mídia em parceria com o Ministério da Cultura devem desenvolver debates públicos sobre o preconceito linguístico com o objetivo de informar a população dos diversos tipos de segregação e assim pode-se minimizar os preconceitos.